sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

por razões

por razões desconhecidas,
(o mais certo é ter sido azelhice),
tive que ripostar todo o blogue.

o que valeu é que ainda é pouca coisa.

john lennon comes alive

reedição do post de 9 de dezembro de 07

December 8, 2007
I miss you, John. 27 years later, I still wish I could turn back the clock to the Summer of 1980. I remember everything - sharing our morning coffee, walking in the park together on a beautiful day, and seeing your hand stretched to mine - holding it, reassuring me that I shouldn't worry about anything because our life was good.
I had no idea that life was about to teach me the toughest lesson of all. I learned the intense pain of losing a loved one suddenly, without warning, and without having the time for a final hug and the chance to say, "I love you," for the last time. The pain and shock of that sudden loss is with me every moment of every day. When I touched John's side of our bed on the night of December 8th, 1980, I realized that it was still warm. That moment has haunted me for the past 27 years - and will stay with me forever.
Even harder for me is watching what was taken away from our beautiful boy, Sean.
He lives in silent anger over not having his Dad, whom he loved so much, around to share his life with. I know we are not alone. Our pain is one shared by many other families who are suffering as the victims of senseless violence. This pain has to stop.
Let's not waste the lives of those we have lost. Let's, together, make the world a place of love and joy and not a place of fear and anger.
This day of John's passing has become more and more important for so many people around the world as the day to remember his message of Peace and Love and to do what each of us can to work on healing this planet we cherish.
Let's: Think Peace, Act Peace, and Spread Peace. John worked for it all his life.
He said, "there's no problem, only solutions." Remember, we are all together.
We can do it, we must. I love you!

Yoko Ono Lennon

o poder da virgula

reedição do post de 25 de novembro de 07

"Se o homem soubesse o valor que tem a mulher, ficaria de joelhos à sua frente."
"Se o homem soubesse o valor que tem, a mulher ficaria de joelhos à sua frente."

in acidez mental

podes sempre decidir

reedição do post de 23 de novembro de 07

caga nisso.
sim, caga nisso.

tu és um ser livre.

e como tal podes decidir.

podes decidir sempre,
como vais morrer.

porque da morte,
ainda ninguém se safou...

e podes sempre decidir,
como vais viver.

porque da vida,
já ninguém se safa...

altura de reflexão

reedição do post de 19 de novembro de 07

"Whenever you find that you are on the side of the majority,it is time to pause and reflect."

Mark Twain

orçamento de estado

reedição do post de 8 de novembro de 07

mais uma vez,
um orçamento pensado nos números que teremos que atingir,
a mando de uns burocratas de bruxelas.

pensar nas pessoas nicles, essas não interessam.

só gostava que, um governo que fosse,
anunciasse medidas que o povo entendesse.

a minha duvida é só esta,
até que ponto interessa sair da crise?
existe sempre uma crise de onde temos que sair.
existe sempre uma conjuntura que condiciona o nosso bem estar.

será que existe?
ou será que tem sempre que existir?
todas as soluções já usadas,
não me parece que tenhamos melhorado,
pelo menos continuamos em crise.

e uma das coisas que tem aumentado são as doenças do foro psicológico.

todas as governações até agora nunca falharam em;
criar malucos,
produzir indigentes,
e puxar o dinheiro para o mesmo lado de sempre...

a solução é simples;
que haja um povo que não se governe,
e não se deixe governar.

e nesse campo ainda temos muita vantagem,
é só não deixar que nos a tirem...

george steiner

Um
dos mais prestigiados pensadores contemporâneos, explicou ontem em
Lisboa porque é que receia que o conhecimento científico possa estar
prestes a atingir os seus limites.

Não é habitual que uma palestra destinada a um público alargado, seja qual
for o tema de que trate, possa ser considerada um evento cultural de
primeira ordem. Mas é difícil não reconhecer esse estatuto à
intervenção com que George Steiner abriu ontem de manhã a conferência A
Ciência Terá Limites?, promovida pela Fundação Calouste Gulbenkian. Não
só pela qualidade da comunicação, mas porque quem apenas conhece o
ensaísta dos muitos livros que publicou, não imagina a que ponto este
professor de quase 80 anos, hoje radicado em Cambridge, consegue ainda
ser um comunicador absolutamente contagiante.

A pergunta que Steiner trouxe – foi ele que propôs o tema à Gulbenkian –
é inquietante: será que um dos mais sólidos pilares da civilização
ocidental, a confiança no progresso ilimitado do conhecimento
científico, pode ser, afinal, uma piedosa ilusão? É claro que a questão
já foi muitas vezes posta, quer pelos que acham que existe um limite a
partir do qual a ciência tem de ceder o passo à metafísica, quer pelos
que questionam o progresso da ciência com base em pressupostos éticos.
Steiner não ignorou estes argumentos, mas não foi neles que fundamentou
a sua convicção de que estaremos a assistir a “indícios sérios de que a
teoria e prática científicas estão a bater contra paredes, contra
limitações que podem vir a revelar-se insuperáveis”. Baseando-se
nos testemunhos de cientistas, Steiner acredita que quer a exploração
do macrocosmo estelar, quer a investigação do microcosmo das partículas
pode estar a atingir, digamos assim, o seu limite técnico. Nenhum
concebível aperfeiçoamento dos sucessores actuais do telescópio e do
microscópio poderão, segundo crê, aumentar muito mais a fatia do
universo que nos será dado conhecer. “Inumeráveis galáxias repousam
para lá do horizonte de qualquer potencial observação”, diz Steiner,
que garante ter ouvido físicos admitir que também “a observação
microscópica está a aproximar-se dos seus limites”. Se estas suspeitas
se comprovarem, acrescenta, “as consequências epistemológicas e
psiocológicas serão incalculáveis”. Perante estes condicionalismos,
o conferencista acha que especulações muito em voga na Física, como a
alegada existência de um número ilimitado de universos paralelos, caem
na categoria da mística. Steiner ironizou particularmente com a célebre
teoria das cordas, que, desde os anos 70, já estimulou “alguns dez mil
artigos científicos”, e a que o físico e divulgador científico Richard
Feyman chamou “um disparate louco”. Das várias críticas a esta teoria
citadas por Steiner, a mais divertida é a que defende que “as suas
conjecturas não chegam sequer a estar erradas”. Comunicação difícil Mas
não são apenas as limitações técnicas, instrumentais, que, segundo
Steiner, fazem recear uma crise da ciência. O ensaísta acha que outro
dos principais obstáculos a um progresso científico genuíno pode vir da
crescente hiperespecialização dos cientistas, que começa a
impossibilitar a comunicação mesmo entre investigadores que trabalham
em domínios muito próximos. E Steiner lamenta ainda muito
particularmente o fosso que se cavou entre os cientistas e as
comunidades a que pertencem, quer porque os primeiros “ainda não
perceberam que têm mesmo de gastar algum do seu tempo a tentar
estabelecer essa ponte”, quer pela complacência das sociedades ditas
desenvolvidas com o assustador grau de “inumeracia” da quase totalidade
dos seus habitantes. As implicações desta ignorância são, defende,
“desastrosas”, já que muitos dos avanços em disciplinas como a biologia
molecular, a bio-genética, ou a neuroquímica vão afectar a existência
pessoal e colectiva de forma crucial. Steiner acha que a saída
está no ensino, desde os primeiros graus de escolaridade, e acredita
que é possível estimular as crianças para a matemática. O tema
entusiasma-o tanto que, a dado momento, exortou mesmo a assistência:
“Tragam-me cinco alunos de meios desfavorecidos e eu mostro-lhes.” Mas
também defende que só é possível esperar esse papel dos professores se
estes forem bem pagos e recuperarem o seu prestígio. Às limitações
técnicas e à especialização excessiva, Steiner acrescenta ainda outro
motivo de preocupação, que na verdade foi oficialmente formulado em
1931, mas que só agora começa a ser seriamente ponderado em todas as
suas consequências: os teoremas de Gödel, que postulam que nenhum
sistema pode fundamentar-se a si próprio e que, “em todos os sistemas,
haverá sempre proposições que não podem ser validadas nem negadas”.
Segundo Steiner, os teoremas de Gödel impugnam, designadamente, a
possibilidade de uma teoria unificada, como a que Stephen Hawking
chegou a prometer. O ensaísta terminou com um sinal positivo,
afirmando não acreditar que estes e outros sinais que considera
inquietantes impeçam a ciência de continuar a produzir descobertas
relevantes e a encontrar novas aplicações para o que descobre. Mas
admitiu que não é tranquilizador pensar que “20 milhões de americanos
acreditam que Elvis Presley se levantou dos mortos”, ou que
“financeiros de Wall Street dispõem os móveis dos seus ecsritórios sob
a orientação de especialistas de animismo pseudo-oriental”, ou que a
mulher do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair “usa amuletos
contra os raios cósmicos”

a revolução é agora

reedição do post de 20 de outubro de 07

"quando o poder do amor superar o amor ao poder, o mundo conhecerá a paz."

jimi hendrix

demolidor...

reedição do post de 11 de outubro de 07

ENTREVISTA DE MARCOLA DO PCC 23/05/2006 - O GLOBO - Editoria: Segundo Caderno

Você é do PCC?
- Mais que isso, eu sou um sinal de novos tempos. Eu era pobre e
invisível... Vocês nunca me olharam durante décadas... E antigamente
era mole resolver o problema da miséria... O diagnóstico era óbvio:
migração rural, desnível de renda, poucas favelas, ralas periferias...
A solução é que nunca vinha... Que fizeram? Nada. O governo federal
alguma vez: alocou uma verba para nós? E nós só aparecíamos nos
desabamentos no morro ou nas músicas românticas sobre a "beleza dos
morros ao amanhecer", essas coisas... Agora, estamos ricos com a
multinacional do pó. E vocês estão morrendo de medo... Nós somos o
início tardio de vossa consciência social... Viu? Sou culto... Leio
Dante na prisão...

- Mas... A solução seria...
- Solução? Não há mais solução, cara... A própria ideia de
"solução" já é um erro. Já olhou o tamanho das 560 favelas do Rio? Já
andou de helicóptero por cima da periferia de São Paulo? Solução como?
Só viria com muitos bilhões de dólares gastos organizadamente, com um
governante de alto nível, uma imensa vontade política, crescimento económico, revolução na educação, urbanização geral; e tudo teria de
ser sob a batuta quase que de uma "tirania esclarecida", que pulasse
por cima da paralisia burocrática secular, que passasse por cima do
Legislativo cúmplice (ou você acha que os 287 sanguessugas vão agir? Se
bobear, vão roubar até o PCC...) e do Judiciário, que impede punições.
Teria de haver uma reforma radical do processo penal do país, teria de
haver comunicação e inteligência entre polícias municipais, estaduais e
federais (nós fazemos até conference calls entre presídios...). E tudo
isso custaria bilhões de dólares e implicaria numa mudança psico-social
profunda na estrutura política do país. Ou seja: é impossível.Não há
solução.

- Você não tem medo de morrer?
Vocês é que têm medo de morrer, eu não. Aliás, aqui na cadeia vocês
não podem entrar e me matar... Mas eu posso mandar matar vocês lá
fora... Nós somos homens-bomba. Na favela tem cem mil homens-bomba...
Estamos no centro do Insolúvel, mesmo... Vocês no bem e eu no mal e, no
meio, a fronteira da morte, a única fronteira. Já somos uma outra
espécie, já somos outros bichos, diferentes de vocês. A morte para
vocês é um drama cristão numa cama, no ataque do coração... A morte
para nós é o presunto diário, desovado n’uma vala... Vocês,
intelectuais, não falavam em luta de classes, em "seja marginal, seja
herói"? Pois é: chegamos, somos nós! Ha, ha... Vocês nunca esperavam
esses guerreiros do pó, né? Eu sou inteligente. Eu leio, li 3.000
livros e leio Dante... Mas, meus soldados todos são estranhas anomalias
do desenvolvimento torto desse País. Não há mais proletários ou
infelizes ou explorados. Há uma terceira coisa crescendo aí fora,
cultivado na lama, se educando no absoluto analfabetismo, se diplomando
nas cadeias, como um monstro Alien escondido nas brechas da cidade. Já
surgiu uma nova linguagem. Vocês não ouvem as gravações feitas "com
autorização da Justiça"? Pois é. É outra língua. Estamos diante de uma
espécie de pós-miséria. Isso. A pós-miséria gera uma nova cultura
assassina, ajudada pela tecnologia, satélites, celulares, internet,
armas modernas. É a merda com chips, com megabytes. Meus comandados são
uma mutação da espécie social, são fungos de um grande erro sujo.

- O que mudou nas periferias?
Grana. A gente hoje tem. Você acha que quem tem US$ 40 milhões,
como o Beira-Mar, não manda? Com 40 milhões a prisão é um hotel, um
escritório... Qual a polícia que vai queimar essa mina de ouro, tá
ligado? Nós somos uma empresa moderna, rica. Se funcionário vacila, é
despedido e jogado no "microondas"... ha, ha... Vocês são o Estado
quebrado, dominado por incompetentes. Nós temos métodos ágeis de
gestão. Vocês são lentos e burocráticos. Nós lutamos em terreno
próprio. Vocês, em terra estranha. Nós não tememos a morte. Vocês
morrem de medo. Nós somos bem armados. Vocês vão de três-oitão. Nós
estamos no ataque. Vocês, na defesa. Vocês têm mania de humanismo. Nós
somos cruéis, sem piedade. Vocês nos transformam em superstars do
crime. Nós fazemos vocês de palhaços. Nós somos ajudados pela população
das favelas, por medo ou por amor. Vocês são odiados. Vocês são
regionais, provincianos. Nossas armas e produto vêm de fora, somos
globais. Nós não esquecemos de vocês, são nossos fregueses. Vocês nos
esquecem assim que passa o surto de violência.

- Mas o que devemos fazer?
Vou dar um toque, mesmo contra mim. Peguem os barões do pó! Tem
deputado, senador, tem generais, tem até ex-presidentes do Paraguai nas
paradas de cocaína e armas. Mas quem vai fazer isso? O Exército? Com
que grana? Não tem dinheiro nem para o rancho dos recrutas... O país
está quebrado, sustentando um Estado morto a juros de 20% ao ano, e o
Lula ainda aumenta os gastos públicos, empregando 40 mil picaretas. O
Exército vai lutar contra o PCC e o CV? Estou lendo o Klausewitz,
"Sobre a guerra". Não há perspectiva de êxito... Nós somos formigas
devoradoras, escondidas nas brechas... A gente já tem até foguete
antitanques... Se bobear, vão rolar uns Stingers aí... P’ra acabar com
a gente, só jogando bomba atómica nas favelas... Aliás, a gente acaba
arranjando também "umazinha", daquelas bombas sujas mesmo... Já pensou?
Ipanema radioactiva?

- Mas... não haveria solução?
Vocês só podem chegar a algum sucesso se desistirem de defender a
"normalidade". Não há mais normalidade alguma. Vocês precisam fazer uma
autocrítica da própria incompetência. Mas vou ser franco... Na boa...
Na moral... Estamos todos no centro do insolúvel. Só que nós vivemos
dele e vocês... Não tem saída. Só a merda. E nós já trabalhamos dentro
dela. Olha aqui, mano, não há solução. Sabe por quê? Porque vocês não
entendem nem a extensão do problema. Como escreveu o divino Dante:
"Lasciate ogna speranza voi che entrate!" Percam todas as esperanças.
Estamos todos no inferno.

visão new age sobre doença e carma

O argumento básico da filosofia perene é que homens e mulheres estão imersos na Grande Cadeia do Ser. Isto é, temos em nós matéria, corpo, mente, alma e espírito.

Para cada doença, é extremamente importante tentar determinar que nível ou níveis primariamente a originam – físico, emocional, mental ou espiritual.

É muito importante usar procedimento do "mesmo nível" (mas não necessariamente o único) para o rumo inicial do tratamento. Use intervenção física para doenças físicas, terapia emocional para distúrbios emocionais, métodos espirituais para crises espirituais e assim por diante. No caso de uma mistura de causas, use uma mistura de tratamentos dos níveis apropriados.

Isto é especialmente importante porque se você errar no diagnóstico da doença pensando que ela origina-se num nível mais elevado, então gerará culpa; se diagnosticá-la num nível inferior ao correto, gerará desespero. Em qualquer dos casos, o tratamento não será eficaz, com a desvantagem adicional de gerar no paciente culpa ou desespero devido
somente a um erro de diagnóstico.

Por exemplo, se você for atropelado por um ónibus e quebrar a perna, esta é uma doença física com recursos físicos: coloca-se o osso no lugar e engessa-se a perna. É uma intervenção do "mesmo nível". Você não se senta na calçada e visualiza sua perna curando-se. Esta é uma técnica do nível mental que não é efetiva para este problema do nível físico. E mais, se lhe disserem que a causa do seu acidente foram simplesmente seus pensamentos e que você deveria ser capaz de curar sua perna com seus pensamentos, então a única coisa que vai acontecer é que você sentirá culpa, irá autocondenar-se e sua auto-estima diminuirá. É um completo descasamento de níveis e tratamentos.

Por outro lado, se você está sofrendo, digamos, de baixa auto-estima por causa de certos papéis internalizados de que é um fraco e um incompetente, este é um problema do nível mental que responde bem a intervenções do nível mental, tais como visualização ou afirmação (reescrita do papel – exactamente o que a terapia cognitiva faz). Se usar intervenções do nível físico – tomar megavitaminas ou mudar sua dieta – não terá muito efeito (a menos que você realmente esteja com um desbalanceamento vitamínico contribuindo para o problema). E se tentar usar somente tratamentos do nível físico, terminará em alguma forma de desespero, porque os tratamentos são do nível errado e simplesmente não funcionarão bem.

Assim, em minha opinião, a abordagem genérica para qualquer doença deve começar de baixo para cima. Primeiro, procure por causas físicas. Pesquise todas as possibilidades da melhor maneira. Depois, pesquise possíveis causas emocionais; seja exaustivo. Então passe para causas mentais e, por fim, espirituais.
Isto é particularmente importante, porque muitas doenças que no passado eram creditadas a origens puramente psicológicas ou espirituais, hoje sabe-se que são causadas principalmente por componentes físicos ou genéticos. Antigamente, pensava-se que a asma se devia a uma "mãe asfixiante". Hoje sabe-se que ela é principalmente biofísica nas causas e na emergência. Tuberculose era fruto de uma "personalidade consumptiva"; gota, de fraqueza moral. Acreditava-se largamente em uma "personalidade artritóide", que não resistiu ao teste do tempo. Tudo o que essas crenças faziam era gerar culpa em suas vítimas; as curas não aconteciam simplesmente porque estavam sendo considerados os níveis errados.

Entretanto, isto não significa que os tratamentos dos outros níveis não sejam muito importantes como suporte ou coadjuvantes. Definitivamente, eles poderão ser. No exemplo simples da perna quebrada, técnicas de relaxamento, visualização, afirmação, meditação, psicoterapia se necessária – todas elas podem contribuir para uma atmosfera mais equilibrada na qual a cura física poderá ocorrer mais facilmente e rapidamente.

O que não ajuda é, considerando-se que todos esses aspectos psicológicos e espirituais podem ser muito úteis, afirmar-se que a razão de você ter quebrado sua perna é que lhe faltam, em primeiro lugar, essas características psicológicas e espirituais. Uma pessoa acometida de uma doença grave pode modificar-se profundamente em função da mesma; daí não se pode inferir que ela contraiu a doença por falta de mudanças. Isto é o mesmo que pensar: se você está com febre e toma uma aspirina, a febre baixa; portanto, ter febre deve-se a uma deficiência de aspirina.

Agora, obviamente muitas doenças não se originam de um simples nível isolado. O que quer que aconteça em um nível ou dimensão do ser afecta todos os outros níveis em maior ou menor grau. A composição emocional, mental e espiritual de uma pessoa com certeza pode influenciar na doença física e na cura física, do mesmo modo que a doença física pode repercutir fortemente nos níveis superiores. Quebre sua perna e este fato provavelmente acarretará efeitos emocionais e psicológicos. Na teoria de sistemas isto é chamado "causação ascendente" – um nível mais baixo produz certos eventos em um nível mais alto. E o inverso, "causação descendente", é quando um nível mais elevado tem um efeito causal ou influencia um nível mais baixo. A pergunta, então, simplesmente é: quanta "causação descendente" nossa mente – nossos pensamentos e emoções – tem na doença física? E a resposta parece ser: muito mais do que se pensava anteriormente, mas muito menos do que os adeptos da "new age" acreditam.
A nova escola da psiconeuroimunologia (PNI) tem descoberto evidências convincentes de que nossos pensamentos e emoções podem influenciar directamente nosso sistema imunológico. O efeito não é grande, mas é detectável. Obviamente, isto é o que esperaríamos do axioma segundo o qual todos os níveis afetam todos os outros níveis de algum modo,
embora secundariamente. Mas, uma vez que a medicina enveredou para uma ciência puramente do nível físico e desconsiderou a influência dos níveis superiores na doença nível-físico ("o fantasma na máquina"), a PNI veio prover a correcção necessária, oferecendo uma visão mais equilibrada. A mente pode afectar o corpo num grau pequeno, mas não insignificante.

Em particular, descobriu-se que formação de imagens e visualização talvez sejam os mais importantes ingredientes na influência "pequena mas não insignificante" da mente sobre o corpo e sobre o sistema imunológico. Por que imagem? Observemos a versão mais completa da Grande Cadeia do Ser, notando onde as imagens ocorrem: matéria, sensação, percepção, impulso, imagem, símbolo, conceito e assim por diante. A imagem é a mais baixa e a mais primitiva parte da mente, colocando-a directamente em contacto com a parte mais alta do corpo. Em outras palavras, a imagem é a conexão directa da mente com o corpo – suas tendências, seus impulsos, sua bioenergia. Nossos pensamentos e conceitos mais elevados podem ser traduzidos para baixo em simples imagens e estas, aparentemente, têm influência modesta, porém directa, nos sistemas do corpo (via influência ou impulso, a dimensão inferior seguinte).

Então, todas as coisas consideradas, as tendências psicológicas representam algum papel em cada doença. E concordo que esse componente deve ser exercitado ao máximo. Numa eleição, essas tendências podem ser suficientes para fazer pender o prato da balança em favor da saúde ou da doença, mas, sozinhas, não são capazes de encher a urna de votos.

Assim, como Steven Locke e Douglas Colligan escreveram em The Healer
Within (O Curador Interno), com efeito, toda doença tem um componente psicológico e todo processo de cura é afectado pela psicologia. Mas, continuam os autores, o problema é que as pessoas confundem o termo psicossomático, que significa que um processo de doença física pode ser afectado por factores psicológicos, com o termo psicogênico, que significa que a doença é causada somente por factores psicológicos. Os autores afirmam: "No sentido correto da palavra, toda doença pode ser considerada psicossomática; talvez seja a hora de aposentar definitivamente o termo psicossomático. [Porque] tanto o público como alguns médicos usam as palavras psicossomático (significando que a mente pode influenciar a saúde do corpo) e psicogênico (significando que a mente pode causar doenças no corpo) intercambiavelmente. Eles perderam de vista o verdadeiro significado de doença psicossomática." Como Roberto Ader sugere, "Não estamos falando sobre a causação das doenças mas sim da interacção entre eventos psicossociais e condições biológicas pré-existentes."

Os próprios autores mencionam hereditariedade, estilo de vida, drogas, local, ocupação, idade e personalidade. É a interacção de todos esses factores – eu adicionaria factores existenciais e espirituais – de todos os níveis que, juntos, parecem influenciar a causa e o curso das doenças físicas. Escolher um desses factores e ignorar os demais é uma simplificação absurda.

Então, de onde vem essa ideia dos divulgadores da "new age" de que sua mente sozinha causa e cura todas as doenças físicas? Eles afirmam, afinal, ter uma sólida base nas grandes tradições místicas, espirituais e transcendentais do mundo. E, aqui, acho que eles se encontram num campo minado. Jeanne Achterberg, autora de Imagery in Healing (que
recomendo com empenho), acredita que esta noção pode ser historicamente rastreada até o Novo Pensamento, ou Pensamento Metafísico, que emergiu de uma leitura (distorcida) dos Transcendentalistas da Nova Inglaterra, Emerson e Thoreau, os quais basearam muito da sua obra no misticismo oriental. As escolas do Novo Pensamento, das quais a Ciência Cristã é a
mais famosa, confundem a noção correta "Deus cria tudo" com a noção "Desde que eu sou um com Deus, eu crio tudo."

Esta posição apresenta dois erros e, acredito, teria a discordância veemente tanto de Emerson quanto de Thoreau. Primeiro, que Deus é uma pai interveniente para o universo ao invés de Realidade, Essência ou Condição imparcial. E segundo, que o ego é um com esse Deus paternal e, portanto, pode intervir e ordenar o universo ao redor. Não encontrei o menor suporte para estas noções em quaisquer das tradições místicas.
Os advogados da "new age" afirmam estar baseando esta ideia no princípio do carma, que diz que as circunstâncias da sua vida actual são o resultado de pensamentos e ações de uma vida passada. De acordo com o Hinduísmo e o Budismo, isto é parcialmente verdadeiro. Mas mesmo que fosse totalmente verdadeiro, o que não é, os adeptos da "new age", em minha opinião, passaram por cima de um ponto crucial: conforme essas tradições, suas circunstâncias presentes são o resultado de pensamentos e ações de uma vida anterior e seus pensamentos e ações actuais afectarão, não sua vida presente, mas sua próxima vida, sua próxima encarnação. Os budistas dizem que na vida actual você está simplesmente lendo um livro que escreveu na vida passada e o que você está fazendo agora só se concretizará em sua próxima vida. Em nenhum dos casos, seu pensamento presente cria sua realidade actual.

Agora, acontece que, pessoalmente, não acredito nesta visão particular de carma. É uma noção muito primitiva, subsequentemente refinada (e largamente abandonada) pelas escolas superiores do Budismo, onde reconheceu-se que nem tudo que acontece com você é resultado das suas ações passadas. Como Namkhai Norbu, mestre do Budismo Dochen (geralmente considerado como o pináculo do ensinamento budista), explica: "Há doenças devidas ao carma ou a condições prévias do indivíduo. Mas também há doenças geradas por energias que vêm de outros, de fora. E há doenças provocadas por causas provisionais, como alimentos ou outras combinações de circunstâncias. E há doenças devidas a acidentes. Assim, há todos os tipos de doenças ligadas ao ambiente." Minha opinião é que nem a versão primitiva do carma nem os ensinamentos mais desenvolvidos dão suporte à visão "new age".

Então, de onde realmente veio esta noção? Aqui, afastar-me-ei de Treya e apresentarei minha teoria predilecta sobre as pessoas que assim acreditam. Não irei falar com compaixão sobre os sofrimentos que essas ideias causam. Tentarei separá-las, categorizá-las, formular teorias sobre elas, porque creio que essas ideias são perigosas e precisam ser arrumadas, se não por qualquer outra razão, pelo menos para prevenir sofrimentos posteriores. E meus comentários não são dirigidos ao grande número de pessoas que acreditam nelas de um modo inocente, ingénuo e inócuo. Tenho mais em mente os líderes nacionais desse movimento, indivíduos que dão seminários criando sua própria realidade; que desenvolvem "workshops" que ensinam, por exemplo, que o câncer é causado somente por ressentimento; que ensinam que a pobreza é responsabilidade sua e a opressão, algo que você trouxe consigo. Talvez sejam pessoas bem-intencionadas, mas, de qualquer modo, em minha opinião, perigosas, uma vez que desviam a atenção dos níveis reais – físico, ambiental, legal, moral e sócio-económico, por exemplo – onde há muito trabalho a ser realizado urgentemente.
Para mim, essas crenças – particularmente a crença de que você cria sua própria realidade – são crenças do nível dois. Elas têm todas as marcas autenticadoras da visão de mundo infantil e mágica das desordens de personalidade narcisísticas. A ideia de que os pensamentos não só influenciam a realidade como também a criam é o resultado directo, em minha opinião, da diferenciação incompleta da fronteira do ego que define o nível dois. Pensamentos e objectos não são claramente separados; assim manipular o pensamento é manipular de modo omnipotente e mágico o objecto.

Acredito que a cultura hiperindividualista da América, que atingiu seu apogeu na "década do eu", incentivou a regressão para os níveis narcisístico e mágico. Creio (como Robert Bellah e Dick Anthony) que o colapso de estruturas sociais mais coesivas levou os indivíduos de volta a seus próprios recursos, e isto também ajudou a reactivar tendências narcisísticas. E acredito, junto com psicólogos clínicos, que por baixo da superfície do narcisismo, furtivamente está a raiva, particularmente, mas não somente, expressa pela crença: Não quero machucar você, eu a amo; mas se você discordar de mim contrairá uma doença que a matará. Concorde comigo, concorde que pode criar sua própria realidade e você melhorará, você viverá." Isto não tem nenhuma base nas grandes tradições místicas do mundo; baseia-se em patologia narcisística e limítrofe.

Enquanto a maioria da correspondência e respostas da revista New Age concordava com meu sentimento de insulto moral com respeito ao que essas ideias estavam fazendo a tanta gente inocente, os new agers radicais reagiam furiosamente dizendo coisas como: se eu e Treya pensávamos daquela maneira ela merecia estar com câncer; ela o estava gerando em si mesma com esses pensamentos.

Esta não é uma condenação cega de todo o movimento "new age". Há aspectos dele – acima de tudo é uma besta grande e variada – que efectivamente baseiam-se em genuínos princípios místicos e transpessoais (como a importância da intuição e a existência da consciência universal). O problema é que qualquer movimento genuinamente transpessoal sempre atrai um grande número de elementos pré-pessoais, simplesmente porque ambos são não-pessoais; é exactamente esta confusão entre "pré" e "trans" um dos principais problemas do movimento "new age" em minha opinião.

Eis um exemplo concreto baseado em pesquisa empírica. Durante os tumultos em Berkeley em protesto contra a guerra do Vietname, um grupo de pesquisadores aplicou o teste de desenvolvimento moral de Kohlberg a uma amostra representativa de estudantes. Os estudantes, enfim, afirmavam que sua maior objecção à guerra era por ser ela imoral. Ora, em que estágios de desenvolvimento moral os estudantes estavam operando?
O que os pesquisadores descobriram foi que uma pequena percentagem de estudantes, algo como 20%, estava efectivamente operando nos estágios pós-convencionais (ou estágios transconvencionais). Isto é, suas objecções eram fundamentadas em princípios universais de certo e errado; eles não se baseavam em padrões de uma sociedade particular ou em caprichos individuais. Suas crenças sobre a guerra poderiam estar certas ou erradas, mas sua argumentação denotava um elevado desenvolvimento moral. Por outro lado, a grande maioria dos protestantes – cerca de 80% - era pré-convencional, o que significa que sua argumentação moral fundamentava-se em motivos pessoais extremamente egoístas. Eles não queriam lutar, não porque a guerra era imoral, não porque se preocupassem com o povo vietnamita, mas sim porque não queriam ninguém dizendo-lhes o que fazer. Seus motivos não eram universais ou mesmo sociais, mas simplesmente egoístas. E, como esperado, não havia quase estudantes no nível convencional, o nível do "meu país certo ou errado" (simplesmente porque estes estudantes não teriam do que protestar, em primeiro lugar). Em outras palavras, um pequeno número de estudantes verdadeiramente pós ou transconvencionais atraiu um grande número de tipos pré-convencionais, porque o que ambos tinham em comum era o fato de serem não-convencionais.

Do mesmo modo, creio que, no movimento "new age", uma pequena percentagem de genuínos elementos e princípios místicos, transpessoais ou transracionais (níveis sete a nove) atraiu um grande número de elementos pré-pessoais, mágicos e pré-racionais (níveis um a quatro) simplesmente porque ambos são não-racionais, não-convencionais, não-ortodoxos. E, então, esses elementos pré-pessoais e pré-racionais afirmam, como fizeram os estudantes pré-convencionais, que possuem a autoridade e o suporte de um estado "superior", quando o que realmente estão fazendo, temo dizer, é racionalizar sua própria postura egoísta. Como Jack Engler enfatizou, eles são atraídos pelo misticismo transpessoal como um modo de racionalizar suas inclinações pré-pessoais. É uma clássica "falácia pré-trans".

Concluiria também, com William Irwin Thompson, que cerca de 20% do movimento "new age" é transpessoal (transcendental e genuinamente
místico); cerca de 80%, pré-pessoal (mágico e narcisístico). Normalmente descobrem-se os elementos transpessoais porque eles não gostam de ser chamados de "new age". Não há nada de "novo" (new) neles; eles são perenes.

No campo da psicologia transpessoal, constantemente temos que lidar com as tendências pré-pessoais do modo mais gentil e delicado possível, porque elas conferem ao campo toda uma reputação de "esquisito" ou "bobo". Não temos nada contra crenças pré-pessoais; simplesmente sentimo-nos incomodados quando nos pedem para adoptar essas crenças como se fossem transpessoais.

Nossos amigos "esquisitos" ficam danados connosco porque pensam existir somente dois campos no mundo: racional e não-racional; assim, deveríamos juntar-nos a eles contra o campo racionalista. Mas há de fato três campos: pré-racional, racional e transracional. Na realidade, estamos mais próximos dos racionalistas do que dos pré-racionalistas. Os níveis superiores transcendem, mas incluem os inferiores. O Espírito é translógico, não anti lógico; ele abrange a lógica e vai além, e não simplesmente rejeita a lógica. Todo princípio transpessoal tem que passar pelo teste da lógica e, então, e somente então, seguir em frente com seus insights adicionais. O Budismo é um sistema extremamente racional que complementa a racionalidade com a consciência intuitiva. Alguns dos princípios "esquisitos" não estão além da lógica, mas aquém.

Assim, estamos tentando separar os elementos genuínos, universais, "testados em laboratório", do desenvolvimento místico das tendências mais idiossincráticas, mágicas, narcisísticas. Esta é uma tarefa complicada e nem sempre chegamos a bom termo. Líderes nesta área são Jack Engler, Roger Walsh, William Irwin Thompson e Jeremy Hayward.

Mas deixe-me concluir esta discussão reafirmando meu ponto original: ao tratar qualquer doença, esforce-se ao máximo para determinar de quais níveis estão provindo os seus vários componentes e use os tratamentos do mesmo nível para lidar com eles. Se você identificar correctamente os níveis, você gerará ação que terá a mais alta chance de ser curativa; se você errar, gerará somente culpa ou desespero.

o universo como um holograma

reedição do post de 18 de junho de 07

as minhas ideias vão tendo, cada vez mais, sustento:

ver aqui

curriculum vitae

"Eu já dei risada até a barriga doer, já nadei até perder o fôlego, já chorei até dormir e acordei com o rosto desfigurado.
Já fiz cosquinha na minha irmã só pra ela parar de chorar, já me queimei brincando com vela.
Eu já fiz bola de chiclete e melequei todo o rosto,já conversei com o espelho, e até já quis ser bruxo.
Já quis ser príncipe, guitarrista e trapezista.
Já me escondi atrás da cortina e esqueci os pés prafora,já passei trote por telefone, já tomei banho de chuva no frio.
Já roubei beijo, já fiz confissões antes de dormir num quarto escuro pra o melhor amigo.
Já confundi sentimentos, Peguei atalho errado e continuo andando pelo desconhecido.
Já raspei o fundo da panela de arroz, já me cortei apressado,já chorei ouvindo música no ônibus.
Já tentei esquecer algumas pessoas, e descobri que essas são as mais dificeis de se esquecer.
Já subi escondido no telhado pra tentar pegar estrelas, já subi em árvore pra roubar fruta, já caí no banheiro.
Conheci a morte de perto, e agora anseio por viver cada dia. Já fiz juras eternas, já escrevi no muro da escola, já chorei sentado no chão do banheiro da escola, já fugi de casa pra sempre, e voltei no outro instante.
Já saí pra caminhar sem rumo,sem nada na cabeça, ouvindo estrelas.
Já corri pra não deixar alguém chorando, já fiquei sozinho no meio de mil pessoas sentindo falta de uma só.
Já vi pôr-do-sol alaranjado, já mergulhei numa piscina com roupa de festa, já olhei a cidade de cima e mesmo assim não encontrei meu lugar.
Já senti medo do escuro, já tremi de nervos o já quase morri de amor, mas renasci novamente pra ver o sorriso de alguém especial.
Já acordei no meio da noite e fiquei com medo de levantar. Já apostei em correr descalço na rua, já gritei de felicidade, já roubei rosas num enorme jardim.
Já me apaixonei e achei que era para sempre, Mas sempre era um "para sempre" pela metade.
Já chorei por ver amigos partindo, mas descobri que logo chegam novos, e a vida é mesmo um ir e vir sem razão. Foram tantas coisas feitas, momentos fotografados pelas lentes da emoção. guardados num baú, chamado coração.
E agora frente a esse formulário que me interroga: "- Qual sua experiência?"
"- Experiência..."
- Plantador de sorrisos " é uma boa experiência?

tv links

reedição do post 31 de maio de 07

cada vez gosto mais da internet:http://wwitv.com/

msnegaem

reedição do post de 24 de abril de 07

Aoccdrnig
to a rscheearch at an Elingsh uinervtisy, it deosn't mttaer in waht oredr the
ltteers in a wrod are, the olny iprmoetnt tihng is taht the frist
and lsat ltteer is at the rghit pclae. The rset can be a toatl mses and you can
sitll raed it wouthit porbelm. Tihs is bcuseae we do not raed ervey lteter by it
slef but the wrod as a wlohe.

link total

reedição do post de 25 de maio de 07

SytiNet

manegonca

reedição do post de 10 de abril de 07

ou tudo, ou nada" OU "ou um tudo, ou nada"

segredo

reedição do post de 5 de abril de 07

um segredo vale o que valem aqueles de quem temos de guardá-lo.

carlos ruiz zafon in a sombra do vento

fisica e misticismo

Na década passada foram lançadas, literalmente, dúzias de livros de físicos, filósofos, psicólogos e teólogos com o objectivo de descrever ou explicar a extraordinária relação entre a física moderna, a mais dura das ciências, e o misticismo, a mais suave das religiões.
A física e o misticismo estão rapidamente aproximando-se de uma notável visão comum de mundo, dizem alguns. São aproximações complementares para uma mesma realidade, afirmam outros. Não, nada têm em comum, anunciam os cépticos; seus métodos, objectivos e resultados são diametralmente opostos.
Em verdade, a física moderna vem sendo usada para apoiar ou refutar o determinismo, o livre-arbítrio, Deus, Espírito, a imortalidade, a causalidade, a predestinação, o Budismo, o Hinduísmo, o Cristianismo e o Taoísmo.
O fato é que cada geração tem usado a física para provar ou negar o Espírito - o que deve nos dizer algo a respeito. Platão declarou que toda a física era, usando suas próprias palavras, nada mais que uma "história plausível", uma vez que ela dependia, em última análise, da evidência de sentidos fugidios e vagos, enquanto a verdade residia nas Formas transcendentais além da física (daí a "metafísica").
Por outro lado, Demócrito acreditava somente em "átomos e no vazio", desde que, ele sentia, nada mais existia - uma noção tão desprezível para Platão, a ponto de levá-lo a expressar o mais forte desejo de que toda a obra de Demócrito fosse queimada imediatamente.
Quando a física newtoniana passou a reinar, os materialistas se agarraram a ela para provar que uma vez que o universo era, obviamente, uma máquina determinística, não havia espaço para livre-arbítrio, Deus, graça, intervenção divina, ou qualquer outra coisa que, mesmo vagamente, se assemelhasse ao Espírito.
Este argumento, aparentemente impenetrável, não causou o menor impacto nos filósofos espiritualistas ou idealistas. Realmente, estes argumentavam, a segunda lei da termodinâmica - que, inequivocamente, anuncia que o universo está gastando a corda - significa somente uma coisa: se o universo está gastando a corda é porque, previamente, algo ou alguém deu corda no universo.
A física newtoniana não refuta Deus; pelo contrário, afirmavam, ela prova a absoluta necessidade de um Divino Criador!
Ao entrar em cena a teoria da relatividade, repetiu-se o mesmo drama. O Cardeal O'Connell de Boston preveniu os bons católicos que a relatividade era "uma confusa especulação produzindo uma dúvida universal sobre Deus e Sua criação"; a teoria era uma "hedionda aparição do Ateísmo". Por outro lado, o Rabino Goldstein anunciou, solenemente, que Einstein tinha conseguido nada menos que produzir "uma fórmula científica para o monoteísmo".
Similarmente, os trabalhos de James Jeans e Arthur Eddington foram saudados efusivamente nos púlpitos de toda a Inglaterra - a física moderna sustenta a Cristandade em todos os aspectos essenciais! O problema era que tanto Jeans quanto Eddington não concordavam com esse entendimento e muito menos concordavam entre si, o que inspirou o famoso chiste de Bertrand Russel de que "Sir Arthur Eddington deduz a religião do fato de que os átomos não obedecem às leis da matemática; Sir James Jeans a deduz do fato de que eles as obedecem".
Hoje ouvimos falar da suposta relação entre a física moderna e o misticismo oriental. A teoria "bootstrap", o teorema de Bell, a ordem implicada, o paradigma holográfico - supõe-se que tudo isto prova (ou refuta?) o misticismo oriental.
Em todos os aspectos essenciais, repete-se a mesma história com personagens diferentes. Os prós e os contras apresentam seus argumentos, mas o que resta de verdadeiro e inalterado é que, simplesmente, o assunto em si é extremamente complexo. No meio dessa confusão, então, parece ser uma boa ideia consultar os fundadores da física moderna sobre o que eles pensavam a respeito de ciência e religião.
Qual é a relação, se existe alguma, entre a física moderna e o misticismo transcendental?
A física dá suporte a temas como livre-arbítrio, criação, Espírito, alma?
Quais são os respectivos papéis da ciência e da religião?
A física trata mesmo da Realidade (com "R" maiúsculo) ou está necessariamente confinada a estudar as sombras na caverna?

kem wilber in fisica e misticismo

o milagre

reedição do post de 23 de março 07

Uma causa infinita necessariamente produzirá um efeito infinito.
Como o efeito, porém, se opõe à causa, será infinito de outra maneira.

O nosso universo, porém, é-nos dado como finito e temporal, pois se o víssemos infinito e eterno, não o poderíamos ver.

O mundo externo, pois, como nós o temos e nele vivemos, não pode ser efeito de uma Causa Infinita, mas, tão-somente, de uma das manifestações ou criações finitas da Causa Infinita. Temos, pois, que a Causa Infinita é criadora da Realidade, que é infinita, e que uma Causa Finita é criadora do Universo.

O Criador do Mundo não é o Criador da Realidade: em outras palavras, não é o Deus inefável, mas um Deus-homem ou Homem-Deus, análogo a nós mas a nós superior.

Gradação infinita dos seres...
O universo não pode ser infinito, porque infinito é só a infinidade.
O universo não pode ser eterno, porque eterna é só a eternidade.
Nem pode haver espaço infinito e tempo infinito pois não pode haver dois infinitos.
Espaço e Tempo são dois atributos ou manifestações do infinito, que o simulasse sem o ser.
Parecem-nos infinitos, parece-nos que são infinitos - são porém somente indefinidos. (As duas Colunas do Átrio.)
No tempo e no espaço decorre a Matéria; só no tempo a Alma; no infinito puro, Deus.
Este Infinito é, porém, só Deus manifesto - não manifesto como mundos senão como Deus.
Para além, Supremo deveras, está o Deus Imanifesto - a ausência até do Infinito.
E isto representa-se: o Deus Manifesto por um Círculo; o Deus Imanifesto por um ponto no centro do Círculo, e isto é, em astrologia escrita, o símbolo do sol, que é a sombra de Deus.
A dupla essência, masculina e feminina, de Deus - a Cruz.
O mundo gerado, a Rosa, crucificada em Deus.
A criação não é uma emanação mas, mais propriamente, uma limitação, uma negação de Deus por si-mesmo.
Mais certo será dizer que o universo é a negação de Deus, ou a morte de Deus.
Como porém a negação ou morte de Deus é necessariamente divina, o universo contém um elemento divino que [é?] a Lei - elemento ausente, por assim dizer, em abstrato.

O único milagre que Deus fez é o universo.

À Lei, Fatum, elemento abstrato de Deus e pelo qual Deus está desencarnadamente manifesto no mundo, se opõe o Cristo que é o desejo de Regresso a Deus, o desejo de Liberdade, de não haver Fatum.

fernando pessoa in rosea cruz

manegonca

reedição do post de 8 de setembro 06

este link é para quem gosta de música:
rips de vinil desde do tempo da maria cachuxa até hoje.

Nau Pyrata

beijos e abraços

manegonca

reedição do post de 12 de maio de 05

"ou tudo ou nada" OU "ou tudo ou um tudo" ?

manegonca

reedição do post de 10 de maio de 06










o descanso do surfista
Este sou eu, apanhado numa meditação profunda sobre html, na altura falava-se de diferentes softwares gratuitos de alojamento e manutenção de webs sites.

manegonca

reedição do post de 10 de maio de 06

e as instituições?

manegonca

reedição do post de 09 de maio de 06

Andam sempre à procura de uma maneira para nos controlarem.
Quem licencia as administrações?

manegonca

reedição do post de 26 de abril de 2006

olá,
o mistério de tudo isto está cada vez mais claro:
amor ao próximo é o caminho,mas existe o caminho contrário, amor próprio.
mais uma vez se conclui que os extremos se tocam.
isto não é fácil, mas é simples.
da mesma maneira que se pode procurar a verdade espiritual, também se deve procurar a verdade real, do mundo em que vivemos.
beijos e abraços.

manegonca

reedição do post de 09 de janeiro de 2006

olá
só para desejar a todos um bom 2006.
gostava que houvesse uma maior evolução da humanidade.

eleições 2005

reedição do post de 14 de outubro de 2005

na rtp 1 no programa prós e contras assisti a um dos melhores debates sobre o estado actual do pais.
a realidade não tem nada a haver com o que nos é apresentado.
a democracia não é para todos.
portugal está zerado.
as soluções são condicionadas pelos interesses económicos, as pessoas que sabem disto nada fazem, porque quem manda é quem tem dinheiro.
o estado que devia ser uma muleta, um equilibrador para a sociedade, é nesta altura precisamente o contrário. pede à sociedade aquilo que precisa para existir, a sociedade é que tem que ajudar o estado.
mais uma vez as coisas estão a funcionar ao contrario.

estado actual

reedição do post de 21 de junho de 05

meus ilustres desconhecidos,
o habitat do bicho homem é apenas um sector esférico com +/- 4 km de altura à volta da terra.
e ainda temos de excluir a parte dos aceanos e certas áreas impossíveis de habitar com os polos e os desertos.
a nossa vida está condicionada por estes factos, não conseguimos viver para além deste espaço, e mesmo assim pensamos que, apenas os nossos "países" é que tem que ser protegidos, as nossas "gentes" é que estão certas.
tudo e todos são o mesmo.
parece-me que a humanidade tem os dias contados.
o "homem", que se comporta em relação à natureza como o cancro em relação ao "homem", há-de ser eliminado pela natureza.

antena 1

reedição do post de 26 de fevereiro de 05

esta 6ª feira, falei na antena aberta da antena 1, cujo tema era a lei laboral.
disse apenas que para que uma sociedade de consumo, que aquela em que nós vivemos, possa funcionar correctamente, as pessoas tem que ter possibilidades de consumir, daí que é muito mais inteligente que todos os lucros de qualquer empresa sejam repartidos por todos os seus funcionários, porque esse tem que ser o objectivo, criar consumidores, se o lucro vai todo para os donos e ao trabalhador cabe uma parte que só dá para sobreviver, é normal que cada vez mais haja menos consumidores, e assim sendo qualquer empresa tem cada vez menos clientes, logo menos razão de existir.
não é o que acontece hoje?

manegonca

reedição do post de 21 de fevereiro de 05

as eleições em portugal foram ontem.
parece que, portugal vai continua na mesma.
sei que na conjuntura actual qualquer governo interno tem que sujeitar ao que a nossa esfera de influências internacional obriga.

nada a fazer?

os índios da amazonia, é que mantêm uma filosofia de vida certa.
comunhão total com a natureza.

a teoria do big bang, parece concordante com a vida dos índios.

num estado estático um "nada" uniforme explode, evolui, formando o universo que conhecemos, inclusive "o homem".
a nossa "alma" é a "energia" que emergiu do big bang.
e quando morremos o nosso corpo liberta essa "energia", que continua o seu destino, segundo os budistas até ao "nada".
ou seja depois da explosão há um movimento de expansão, que é o estado actual do universo.
a seguir, einstein também o diz, dar-se-á "concentração" de todo o universo no ponto de partida, o "nada".

até lá, toda a energia que existe vai continuando a passar de uns corpos para os outros e a influenciar toda a natureza.

viver de acordo com as leis da natureza é evoluir.

o homem vem criando maneiras de alterar de algum modo e com boas intenções este estado, tentando cada vez mais controlar a própria natureza (energia), mas é um trabalho em vão.
esse controlo dá origem a desiquilibrios na natureza, como por exemplo o buraco na camada de ozono, a esperança de vida cada vez maior.
que não é acompanhada com a qualidade que se esperava, as "novas doenças" são o resultado de uma evolução não natural do "bicho homem", a lei da selecção natural não acontece. assim o "bicho homem" fica condicionado, com "antecedentes" e antepassados, que lhe tiram a capacidade de evoluir naturalmente e em comunhão com a natureza, sendo natural que as gerações futuras fiquem mais expostas aos elementos naturais.

o homem vai no caminho errado. e parece que quem manda no mundo não vê.

por isso é que "o homem" se vai extinguir, deixando a natureza seguir o seu caminho em paz, como ainda fazem os índios na amazonia

mais um...

reedição do post de 03 de novembro 07

a música celta é fixe.
cada vez há menos dúvidas. a lei da natureza é obrigatória a todos os "seres-vivos", incluindo o "homem". desde que procura alterar esta situação, o homem tem vindo a perder qualidades naturais de resistência.
O conforto do lar é cada vez mais, prejudicial à saúde

de (s) emprego

reedição do post de 30 de outubro de 2004

estou na eminencia de ficar desempregado.
no entanto não me sinto constrangido por estar nesta situação.
continuo a apreciar as mudanças da natureza.
talvez sinta que é a minha natureza a mudar.
a vida continua.

primeiro apontamento

reedição do 1º post: 13 de outubro de 2004:

com a finalidade de fazer um teste, vou esgalhar umas ideias.
já alguma vez fizeram contas àquilo que gastam em ir de férias cá dentro por dois ou três dias?
que a única regra devia ser: amar...
que todos os comportamentos são justificáveis?
que a matemática tem aplicação prática!